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Principais
características morfológicas e comportamentais
da Baleia Franca
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Elaine
Braga
Bióloga - CRB 20.745/01-D
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As
baleias francas adultas chegam a medir em média
18 metros e seu peso é de aproximadamente 60
toneladas, tendo uma pequena alteração
entre fêmeas e machos.
Segundo a bióloga Karina Groch, coordenadora
de pesquisa do Projeto Baleia Franca, os filhotes chegam
a engordar 50 kg por dia e mamam até 200 litros/
dia, sendo que aumentam de peso devido ao leite ser
muito rico em gordura.
Um fato curioso, é que na época de desmame,
por volta de 1 ano de idade do filhote, a fêmea
adulta não deixa mais que o filhote mame, levantando
o ventre e evitando desta forma que ele se aproxime
para este fim.
O
corpo desta espécie é escuro e o ventre
apresenta manchas brancas. A característica principal
da espécie são as "verrugas"
encontradas no alto da cabeça e laterais.Outra
característica importante para identificação
da espécie é o borrifo em formato de V,
podendo atingir até 8 metros (o borrifo ocorre
devido ao ar eliminado durante a respiração
do animal). O nome científico desta espécie
é Eubalaena australis.
A
alimentação básica das baleias
é o krill, que possui uma aparência semelhante
ao camarão, encontrado na Antártida, e
da captura de elementos encontrados na superfície.
Normalmente alimentam-se no verão, vindo para
o litoral sul do Brasil no período de julho a
novembro para ter seus filhotes e amamentá-los.
O período de gestação dura aproximadamente
12 meses e normalmente as fêmeas têm apenas
um filhote a cada 3 anos.
Esta
espécie pode ser vista de Florianópolis
até o Cabo de Santa Marta, no litoral sul do
Brasil. Hoje isto é possível devido ao
grande esforço de pesquisadores e colaboradores.
Um dos Projetos que dedica-se a pesquisa e estudo da
baleia franca há mais de 20 anos é o Projeto
Baleia Franca, que conta com uma equipe de biólogos
e pesquisadores, que estuda o comportamento dos animais
e suas características. Além disto, existe
um trabalho de conscientização junto a
comunidade local quanto a preservação
da espécie.
Para saber mais acesse o site www.baleiafranca.org.br
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