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DICAS SOBRE O CULTIVO DE ORQUÍDEAS

Texto: Denitiro Watanabe


Cattleya violacea

PLANTIO:

REGRAS PARA O PLANTIO

TEMPERATURA:

ÁGUA E UMIDADE:

LUMINOSIDADE

ADUBAÇÃO

PRAGAS E DOENÇAS

QUANDO PLANTAR E REPLANTAR

FLORAÇÃO


Você sabia que antigamente, a orquídea
era a flor preferida para ser presenteada
entre os nobres das cortes? Felizmente
hoje a produção em grande escala, elaborada
em laboratórios, trouxe as maravilhosas
flores ao  alcance de todos.

A orquídea pertence a uma família de plantas subdivididas
em mais de 500 gêneros, cada um deles possui centenas
de espécies. 

O número total de espécies oscila em torno de 25.000,
espalhadas pelos quatro cantos do mundo. O gênero
Isabelia, por exemplo, possui uma única espécie, já o
gênero Bulbophylum tem mais de mil espécies.  As
orquídeas mais populares são os gêneros (C) Cattleya,
(L) Laelia (lê-se Lélia), (Onc) Oncidium (uma das espécies
é conhecida como chuva de ouro), (milt) Miltonia,
(Den) Dendrobium, (V) Vanda, (Phal) Phalaenopsis
(lê-se Falenópsis), (Paph) Paphiopedilum (vulgo sapatinho).

De acordo com o lugar de origem, as orquídeas são
classificadas como epífitas, terrestres ou rupículas.
Epífitas são a maior parte das orquídeas, vivem grudadas
em troncos de árvores, mas não são parasitas, pois
realizam fotossíntese a partir  de nutrientes absorvidos
pelo ar e pela chuva. Portanto, ao contrário do que se
pensa, não sugam a seiva da árvore. As terrestres, como
o próprio nome diz, vivem na terra e as rupículas, sobre as
rochas.

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PLANTIO:
A maior parte das orquídeas pode  ser plantada em vasos
de barro ou plástico, cujo tamanho deve ser o menor possível.
Os vasos grandes podem reter demais a  umidade, causando
apodrecimento das raízes.

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REGRAS PARA O PLANTIO:
* Coloque uma camada de  pedra no fundo do vaso (2 a 3 dedos)
para permitir a rápida drenagem do excesso de água.

* Complete com xaxim desfibrado. Se houver pó, jogue o
xaxim num balde com água para dispersar o pó. Jamais
use o ‘pó de xaxim’ vendido no comércio. As raízes
necessitam de arejamento.

* Coloque a planta encostada na beira do vaso e deixe
espaço na frente para dar lugar a novos brotos. Comprima
bem o xaxim para firmar a planta. Se necessário, coloque
uma estaca para melhor sustentação.

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Paphiopedilum hibrido
Foto de Sumio Nakashima/SP/Brasil


OBSERVAÇÃO
:

* Há orquídeas que não se adaptam dentro de vasos.
Nesse caso o ideal é plantá-las  em tronco de árvore,
casca de peroba ou palito de xaxim, protegendo as raízes
com um plástico até a sua adaptação. Alguns exemplos
dessas espécies são: C. walkeriana, C. schilleriana,
C. aclandiae, a maioria dos Oncidiums, 
Leptotes, Capanemias.
* Orquídeas monopodiais, como Vandas, Rhynchostylis e
Ascocentrum devem ser colocadas em cestos ou vasos SEM
NENHUM SUBSTRATO e origem um cuidado especial todos
os dias: molhar não só as raízes, mas também as folhas com
água adubada bem diluída. Por exemplo, se a bula de um adubo
líquido recomenda diluir um mililitro desse adubo em um litro de
água, ao invés de um litro, dilua em 20 litros, ou mais e borrife a
cada duas ou três horas, principalmente em dias quentes e secos.
Como são plantas que exigem alta umidade relativa, pode-se por
exemplo, usar um recipiente bem largo, como uma tina furada,
enchendo-o de pedra britada e colocar a planta com cesto sobre
as mesmas, de modo que as pedras molhadas pela rega assegurem
a umidade necessária. Se a planta  estiver em vaso, coloque uns três
dedos de pedra britada no fundo. A água que incidiu sobre elas
estará evaporando, dando a umidade necessária para a planta toda.

Tanto o recipiente como o vaso devem ter furos suficientes para a
rápida drenagem do excesso de água. Nunca deixar água empossada
em prato sob o vaso, se possível pendurá-lo num tronco sob uma árvore.

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TEMPERATURA:
A maior parte se adapta bem a temperatura entre 15 a 25 graus
centígrados. Entretanto, há orquídeas que suportam temperaturas
mais baixas, como Cymbidium, Odontoglossum, Miltonias colombianas,
todas nativas de regiões elevadas. Outras já não toleram o frio, é o caso
das orquídeas nativas dos pântanos da Amazônia, como a C. aurea,
C. eldorado, C. violacea,  Diacrium, Galeandra, Acaccalis. Assim,
devemos cultivar orquídeas que se aclimatem no lugar em que vão
ser cultivadas.

Felizmente, em São Paulo, a variação de temperatura é adequada
para milhares de espécies.

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Cattleya intermedia

ÁGUA E UMIDADE:
A umidade relativa do ar (quantidade de vapor d’água existente
na atmosfera) nunca deve estar abaixo de 30%, caso contrário,
as plantas se desidratarão rapidamente. Em dias quentes a
umidade relativa do ar é menor, por isso é preciso manter o
ambiente úmido e molhar bem a planta. O melhor local para
se cultivar uma orquídea ainda é um jardim com muitas plantas
e solo de terra, garantindo a umidade necessária para o seu
bom desenvolvimento.

Nunca molhe as plantas quando as folhas estiverem quentes
pela incidência da luz solar. Molhe pela manhã, ou no fim da
tarde, quando o sol estiver no horizonte. Se precisar molhar
durante o dia, espere uma nuvem cobrir o sol por cerca de 10
minutos, para que as folhas esfriem, somente então borrife as
folhas, pois umidecê-las é extremamente benéfico. Não encharque
o vaso, pois as raízes podem apodrecer.

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LUMINOSIDADE:
O ideal é manter as plantas sob uma tela de SOMBRITE de
50%. Assim elas receberão claridade em luz difusa suficiente
para realizarem a sua função vital que é a fotossíntese. Se as
folhas estiverem com cor verde garrafa, é sinal de que estão com
excesso de luz. Existem orquídeas que exigem mais sombra:
é o caso das microorquídeas, Paphiopedilum e Miltonias colombianas.
Há outras que exigem sol direto, como a Vanda teres e Renanthera
coccinea  que, se estiverem sob numa uma tela, poderão crescer
vigorosamente, mas dificilmente darão flor. Outras que aceitam
sol direto são: C. percivaliana e Cyrtopodium.

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ADUBAÇÃO:
As orquídeas necessitam de alimento como qualquer outra planta.
Quando o adubo for líquido, dilua um mililitro (que eqüivale a um
centímetro cúbico) em um litro de água; para tanto pode-se usar
uma seringa de injeção. Quando for sólido, mas solúvel em água,
dilua uma colher de chá em um litro de água, uma vez por semana.
Essas soluções podem atuar como adubo foliar, porém nunca as
aplique durante o dia, pois os estômagos (válvulas minúsculas)
estão fechados. Faça a aplicação pela manhã, antes do sol nascer,
ou no fim da tarde, molhando os dois lados das folhas (o número
de estômagos é maior na parte dorsal das folhas).

Borrifando diariamente as plantas com o adubo diluído em 20 litros de
água, você pode obter excelentes resultados, que correspondem a um
tratamento homeopático. Dosagem maior que o indicado funciona como
veneno e pode até matar a planta. Se o adubo for sólido, insolúvel na
água, como é o caso do adubo AOSP, deve ser pulverizado diretamente
no vaso. A quantidade varia de acordo com o tamanho do vaso.
Geralmente usa-se de uma a duas colheres de chá, uma vez por mês.
É preciso tomar cuidado para não jogar diretamente sobre as raízes
expostas.

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Cattleya granulosa

PRAGAS E DOENÇAS:
Plantas bem cultivadas, isto é, com bom arejamento,
boa iluminação, num local de alta umidade relativa e
bem alimentadas dificilmente estão sujeitas a pragas e doenças. 

Falta de arejamento e iluminação podem ocasionar o
aparecimento de pulgões e cochonilhas (que têm a aparência
de um pó branco), que podem ser eliminados por catação
manual 3 manual ou com o uso de uma escova de dentes
molhada com caldo de fumo. Planta encharcada pelo excesso
de água, ou submetida a chuvas prolongadas, pode ser atacada
por fungos ou bactérias, causando manchas nas folhas, ou
apodrecimento de brotos novos. 

No comércio existem muitos tipos de fungicidas e inseticidas,
mas o manuseio requer cuidados especiais, pois são tóxicos
para o ser humano e para outros seres vivos. Lembramos a
velha receita caseira do caldo de fumo que não é nocivo e 
fácil de preparar: ferva 100 gramas de fumo de rolo picado em
um litro e meio de água, acrescente uma colher de chá de
sabão de coco em pó e borrife as plantas infectadas.

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QUANDO PLANTAR E REPLANTAR:
O plantio deve ser feito quando a planta está emitindo raízes novas,
o que se percebe pelas pontas verdes, não importando a época,
inverno ou verão. Quando for dividir a planta, a muda deve ter no
mínimo três bulbos. É preciso ter o cuidado para não machucar
as raízes vivas, para isso molhe-as antes, pois ficam mais maleáveis. 

Flambeie com a chama de um isqueiro, o instrumento que será
usado para dividir a planta, dessa forma poderá ter certeza de
que a lâmina não está contaminada por vírus.

No caso de orquídeas monopodiais como Vanda renanthera,
Rhynchostylis, que soltam mudas novas pelas laterais, deve-se
esperar que emitam pelo menos duas raízes, para então separar
da planta mãe.

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FLORAÇÃO:
De um modo geral, cada espécie tem sua época de floração
que é uma vez por ano. Convém marcar a época de floração
de cada espécie, pois se nessa época não florir, é por que  há
algo errado com a planta. Por exemplo, em janeiro temos a floração
de C. granulosa, C. bicolor, C. guttata. Em abril temos a C. violácea,
C. Luteola, L. perrini, C. bowringiana. Em novembro temos: C. warneri,
L. Purpurata e C. gaskeliana. Existem orquídeas como certas Vandas,
que bem tratadas, chegam a florir duas a três vezes por ano. O mesmo
ocorre com híbridos cujos pais têm épocas  diferentes de floração.

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Mais informações: Mariza Torelli
Sócia atuante da ABEPOLLAR (Associação Brasileira de Ecologia
e Prevenção da Poluição do Ar)
Atendemos pelo e-mail: mtorelli@americamagica.com.br
Telefax: 55 11 3772-6653 ou 55 11 9194 3946

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