 |
Você
sabia que antigamente, a orquídea
era a flor preferida para ser presenteada
entre os nobres das cortes? Felizmente
hoje a produção em grande escala, elaborada
em laboratórios, trouxe as maravilhosas
flores ao alcance de todos.
A orquídea pertence a uma família
de plantas subdivididas
em mais de 500 gêneros, cada um deles possui centenas
de espécies.
O número total de espécies
oscila em torno de 25.000,
espalhadas pelos quatro cantos do mundo. O gênero
Isabelia, por exemplo, possui uma única espécie,
já o
gênero Bulbophylum tem mais de mil espécies.
As
orquídeas mais populares são os gêneros
(C) Cattleya,
(L) Laelia (lê-se Lélia), (Onc) Oncidium (uma
das espécies
é conhecida como chuva de ouro), (milt) Miltonia,
(Den) Dendrobium, (V) Vanda, (Phal) Phalaenopsis
(lê-se Falenópsis), (Paph) Paphiopedilum (vulgo
sapatinho).
De acordo com o lugar de origem, as
orquídeas são
classificadas como epífitas, terrestres ou rupículas.
Epífitas são a maior parte das orquídeas,
vivem grudadas
em troncos de árvores, mas não são parasitas,
pois
realizam fotossíntese a partir de nutrientes
absorvidos
pelo ar e pela chuva. Portanto, ao contrário do que
se
pensa, não sugam a seiva da árvore. As terrestres,
como
o próprio nome diz, vivem na terra e as rupículas,
sobre as
rochas.
voltar ao topo
PLANTIO:
A maior parte das orquídeas pode
ser plantada em vasos
de barro ou plástico, cujo tamanho deve ser o menor
possível.
Os vasos grandes podem reter demais a umidade, causando
apodrecimento das raízes.
voltar ao topo
REGRAS
PARA O PLANTIO:
* Coloque uma camada de pedra
no fundo do vaso (2 a 3 dedos)
para permitir a rápida drenagem do excesso de água.
* Complete com xaxim desfibrado. Se
houver pó, jogue o
xaxim num balde com água para dispersar o pó.
Jamais
use o ‘pó de xaxim’ vendido no comércio. As
raízes
necessitam de arejamento.
* Coloque a planta encostada na beira
do vaso e deixe
espaço na frente para dar lugar a novos brotos. Comprima
bem o xaxim para firmar a planta. Se necessário, coloque
uma estaca para melhor sustentação.
voltar ao topo
Paphiopedilum hibrido
Foto de Sumio Nakashima/SP/Brasil
OBSERVAÇÃO:
* Há orquídeas que não
se adaptam dentro de vasos.
Nesse caso o ideal é plantá-las em tronco
de árvore,
casca de peroba ou palito de xaxim, protegendo as raízes
com um plástico até a sua adaptação.
Alguns exemplos
dessas espécies são: C. walkeriana, C. schilleriana,
C. aclandiae, a maioria dos Oncidiums,
Leptotes,
Capanemias.
* Orquídeas monopodiais, como
Vandas, Rhynchostylis e
Ascocentrum devem ser colocadas em cestos ou vasos SEM
NENHUM SUBSTRATO e origem um cuidado especial todos
os dias: molhar não só as raízes, mas
também as folhas com
água adubada bem diluída. Por exemplo, se a
bula de um adubo
líquido recomenda diluir um mililitro desse adubo em
um litro de
água, ao invés de um litro, dilua em 20 litros,
ou mais e borrife a
cada duas ou três horas, principalmente em dias quentes
e secos.
Como são plantas que exigem alta umidade relativa,
pode-se por
exemplo, usar um recipiente bem largo, como uma tina furada,
enchendo-o de pedra britada e colocar a planta com cesto sobre
as mesmas, de modo que as pedras molhadas pela rega assegurem
a umidade necessária. Se a planta estiver em
vaso, coloque uns três
dedos de pedra britada no fundo. A água que incidiu
sobre elas
estará evaporando, dando a umidade necessária
para a planta toda.
Tanto o recipiente como o vaso devem
ter furos suficientes para a
rápida drenagem do excesso de água. Nunca deixar
água empossada
em prato sob o vaso, se possível pendurá-lo
num tronco sob uma árvore.
voltar ao topo
TEMPERATURA:
A maior parte se adapta bem a temperatura
entre 15 a 25 graus
centígrados. Entretanto, há orquídeas
que suportam temperaturas
mais baixas, como Cymbidium, Odontoglossum, Miltonias colombianas,
todas nativas de regiões elevadas. Outras já
não toleram o frio, é o caso
das orquídeas nativas dos pântanos da Amazônia,
como a C. aurea,
C. eldorado, C. violacea, Diacrium, Galeandra, Acaccalis.
Assim,
devemos cultivar orquídeas que se aclimatem no lugar
em que vão
ser cultivadas.
Felizmente, em São Paulo, a variação
de temperatura é adequada
para milhares de espécies.
voltar ao topo
Cattleya intermedia
ÁGUA
E UMIDADE:
A umidade relativa do ar (quantidade
de vapor d’água existente
na atmosfera) nunca deve estar abaixo de 30%, caso contrário,
as plantas se desidratarão rapidamente. Em dias quentes
a
umidade relativa do ar é menor, por isso é preciso
manter o
ambiente úmido e molhar bem a planta. O melhor local
para
se cultivar uma orquídea ainda é um jardim com
muitas plantas
e solo de terra, garantindo a umidade necessária para
o seu
bom desenvolvimento.
Nunca molhe as plantas quando as folhas
estiverem quentes
pela incidência da luz solar. Molhe pela manhã,
ou no fim da
tarde, quando o sol estiver no horizonte. Se precisar molhar
durante o dia, espere uma nuvem cobrir o sol por cerca de
10
minutos, para que as folhas esfriem, somente então
borrife as
folhas, pois umidecê-las é extremamente benéfico.
Não encharque
o vaso, pois as raízes podem apodrecer.
voltar ao topo
LUMINOSIDADE:
O ideal é manter as plantas sob
uma tela de SOMBRITE de
50%. Assim elas receberão claridade em luz difusa suficiente
para realizarem a sua função vital que é
a fotossíntese. Se as
folhas estiverem com cor verde garrafa, é sinal de
que estão com
excesso de luz. Existem orquídeas que exigem mais sombra:
é o caso das microorquídeas, Paphiopedilum e
Miltonias colombianas.
Há outras que exigem sol direto, como a Vanda teres
e Renanthera
coccinea que, se estiverem sob numa uma tela, poderão
crescer
vigorosamente, mas dificilmente darão flor. Outras
que aceitam
sol direto são: C. percivaliana e Cyrtopodium.
Voltar ao topo
ADUBAÇÃO:
As orquídeas necessitam de alimento
como qualquer outra planta.
Quando o adubo for líquido, dilua um mililitro (que
eqüivale a um
centímetro cúbico) em um litro de água;
para tanto pode-se usar
uma seringa de injeção. Quando for sólido,
mas solúvel em água,
dilua uma colher de chá em um litro de água,
uma vez por semana.
Essas soluções podem atuar como adubo foliar,
porém nunca as
aplique durante o dia, pois os estômagos (válvulas
minúsculas)
estão fechados. Faça a aplicação
pela manhã, antes do sol nascer,
ou no fim da tarde, molhando os dois lados das folhas (o número
de estômagos é maior na parte dorsal das folhas).
Borrifando diariamente as plantas com
o adubo diluído em 20 litros de
água, você pode obter excelentes resultados,
que correspondem a um
tratamento homeopático. Dosagem maior que o indicado
funciona como
veneno e pode até matar a planta. Se o adubo for sólido,
insolúvel na
água, como é o caso do adubo AOSP, deve ser
pulverizado diretamente
no vaso. A quantidade varia de acordo com o tamanho do vaso.
Geralmente usa-se de uma a duas colheres de chá, uma
vez por mês.
É preciso tomar cuidado para não jogar diretamente
sobre as raízes
expostas.
voltar ao topo
Cattleya granulosa
PRAGAS E DOENÇAS:
Plantas bem cultivadas, isto é,
com bom arejamento,
boa iluminação, num local de alta umidade relativa
e
bem alimentadas dificilmente estão sujeitas a pragas
e doenças.
Falta de arejamento e iluminação
podem ocasionar o
aparecimento de pulgões e cochonilhas (que têm
a aparência
de um pó branco), que podem ser eliminados por catação
manual 3 manual ou com o uso de uma escova de dentes
molhada com caldo de fumo. Planta encharcada pelo excesso
de água, ou submetida a chuvas prolongadas, pode ser
atacada
por fungos ou bactérias, causando manchas nas folhas,
ou
apodrecimento de brotos novos.
No comércio existem muitos tipos
de fungicidas e inseticidas,
mas o manuseio requer cuidados especiais, pois são
tóxicos
para o ser humano e para outros seres vivos. Lembramos a
velha receita caseira do caldo de fumo que não é
nocivo e
fácil de preparar: ferva 100 gramas de fumo de rolo
picado em
um litro e meio de água, acrescente uma colher de chá
de
sabão de coco em pó e borrife as plantas infectadas.
voltar ao topo
QUANDO
PLANTAR E REPLANTAR:
O plantio deve ser feito quando a planta
está emitindo raízes novas,
o que se percebe pelas pontas verdes, não importando
a época,
inverno ou verão. Quando for dividir a planta, a muda
deve ter no
mínimo três bulbos. É preciso ter o cuidado
para não machucar
as raízes vivas, para isso molhe-as antes, pois ficam
mais maleáveis.
Flambeie com a chama de um isqueiro,
o instrumento que será
usado para dividir a planta, dessa forma poderá ter
certeza de
que a lâmina não está contaminada por
vírus.
No caso de orquídeas monopodiais
como Vanda renanthera,
Rhynchostylis, que soltam mudas novas pelas laterais, deve-se
esperar que emitam pelo menos duas raízes, para então
separar
da planta mãe.
voltar ao topo
FLORAÇÃO:
De um modo geral, cada espécie
tem sua época de floração
que é uma vez por ano. Convém marcar a época
de floração
de cada espécie, pois se nessa época não
florir, é por que há
algo errado com a planta. Por exemplo, em janeiro temos a
floração
de C. granulosa, C. bicolor, C. guttata. Em abril temos a
C. violácea,
C. Luteola, L. perrini, C. bowringiana. Em novembro temos:
C. warneri,
L. Purpurata e C. gaskeliana. Existem orquídeas como
certas Vandas,
que bem tratadas, chegam a florir duas a três vezes
por ano. O mesmo
ocorre com híbridos cujos pais têm épocas
diferentes de floração.
voltar ao topo
Mais
informações: Mariza Torelli
Sócia atuante da ABEPOLLAR (Associação Brasileira de Ecologia
e Prevenção da Poluição do Ar)
Atendemos pelo e-mail: mtorelli@americamagica.com.br
Telefax: 55 11 3772-6653 ou
55 11 9194 3946
voltar
ao topo
|