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GUATEMALA
Depois
de uma semana visitando a Guatemala, o que fica na memória,
acima de tudo, são cores, muitas cores. Cores nas lindas
"telas", que é como se chamam os tecidos feitos em tear
manual; cores nos deslumbrantes bordados dos vestidos
das mulheres, que mudam de desenhos, tonalidades e estilos
de acordo com a zona geográfica; cores que enfeitam o
criativo artesanato dos descendentes dos maias; e as cores
da natureza, das flores e do céu. Até a moeda, o quetzál,
rende suas homenagens: é o nome de um colorido pássaro,
considerado símbolo nacional.
Guatemalán,
palavra que no idioma nativo significa "lugar de bosques",
deu o nome a este belo país da América Central, do tamanho
aproximado ao de Pernambuco, e que acaba de sair de
uma guerra civil, que durou 36 anos e acabou em dezembro
de 1996. O país, com 10 milhões de habitantes, faz fronteira
com Belize, México, Honduras, El Salvador, e com os
oceanos Atlântico e Pacífico. Desde o fim da guerra
civil sob um governo democrático, ainda guarda sinais
do regime de exceção, como a lei seca, que existe há
seis anos, e que proíbe a venda de bebidas alcoólicas
após a meia noite.
A
população é pobre e o país o segundo em analfabetismo
na América Latina. Mas já recebeu dois prêmios Nobel,
conferidos ao escritor Miguel Ángel Asturias, prêmio
de Literatura em 1968, e à índia Rigoberta Menchú, prêmio
da Paz em 1992.
O
território da Guatemala foi explorado pelo espanhol
Pedro de Alvarado, sob as ordens de Hernán Cortés, conquistador
do México. No oeste do país 90% da população é mestiça;
no leste, onde houve muitos assentamentos espanhóis,
esta proporção cai para 8%. A parte mais desenvolvida
é a costa sul, com suas plantações de cana de açúcar.
Os principais produtos do país são café, açúcar e banana.
Há petróleo no norte, e a costa do Pacífico é boa para
a pesca esportiva e para o surfe. O turismo tem crescido
em importância, e o competente Instituto Guatemalteco
do Turismo produz belo material impresso de divulgação
do país. O parque hoteleiro é notável, com belíssimos
hotéis e vilas de arquitetura típica, alguns funcionando
em antigos conventos.
O
país é coalhado de lagos e vulcões, bonitas paisagens
e muitas atrações. Como em geral nos países latinos
de língua espanhola, o artesanato é lindo, com destaque
para as "telas", bonitos tecidos feitos em tear manual,
herança cultural antiquíssima, do tempo dos maias –
que habitaram as terras guatemaltecas, assim como os
vizinhos México, Belize e Honduras. O povo, com indisfarçáveis
traços indígenas, é simples, amável e reservado, e fala,
além do espanhol, mais 23 dialetos, espalhados pelas
várias regiões.
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