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Índia

Categoria: Ásia Índia

Um sonho fantástico 

Mariza Torelli e Luiz Vicente Dias Lopes

  Voamos pela BRITISH AIRWAYS, compramos quase todos os roteiros aéreos aqui e fizemos o seguinte roteiro: São Paulo/Londres, Londres/Atenas, Atenas/Telaviv, Cairo/Bahrain, Bahrain/Delhi,     Delhi/Londres, Londres/São Paulo. Outros três trechos compramos lá.

  Em Londres, passeamos o dia todo e, em seguida visitamos a Grécia e suas belas ilhas, Telaviv, Jerusalém e arredores, voamos para o Cairo, onde conhecemos suas múltiplas atrações e depois  de um cruzeiro pelo Nilo e seus templos milenares, finalmente chegamos em New Delhi, Índia. 

 Desde a chegada, muita emoção. A época ideal para se visitar a Índia é janeiro e fevereiro, inverno, quando não chove muito. O calor estava demais em julho, pleno verão, 45ºC. Chegamos às 5 da  manhã, o aeroporto estava vazio. Num guichê de turismo reservamos hotel e chamaram um taxi, com preço pré-combinado.

 Enfrentando o trânsito e ganhando a ajuda de amigos

 Logo fizemos parte de um trânsito horrível: caminhões, carros, bicicletas, motos, requixás (bicicleta com assento para dois passageiros, impulsionado por homem), autorequixás – motos com leve  carcaça de lata fazendo as vezes de taxi, com taxímetro e tudo. Buzinam para avisar que estão saindo, que querem seguir, que querem parar, se vêem uma pessoa ou qualquer animal, acho que buzinam até para os mosquitos. Lotações são feitas ao longo do caminho. Os pedintes estão por toda parte. Muita gente mora na rua, toma banho na torneira da esquina ou bica e come restos. Ruas esburacadas, gente por toda parte, muita gente mesmo.

Ao chegarmos, o taxista levou-nos a vários hotéis, menos ao que fora escolhido. Todos ruins. Escolhemos um, pois estávamos muito cansados. Telefonamos para Narendra, que veio no ato. O gerente do Guest Hotel, ao vê-lo, imediatamente nos mudou para um quarto novo, limpo e muito bom. 

Narendra nos levou ao seu escritório, conversamos e ele ligou para o Rafi, agente de viagem. O endereço que poderá ajudar muito você na Índia é M. Rafi Sheikh,  mananger do Kashmir Himalayan Expeditions Pvtr. Ltd.,  17 Janpath Bhawan, New Delhi – 110 001, Índia, tel. 00 91 11 3322063 ou 3323829, 3321512, 3718154 e o fax é 00 91 11 3327749. Rafi nos levou ao seu escritório e ali fizemos todos os planos para conhecer um pouco da Índia e Nepal, com muito conforto. 

Orientados pelos guias/motoristas, em carros novos, mas de modelos antigos (custa caro para produzir modelos novos), ar condicionado, lá fomos nós para o triângulo dourado: Delhi, Agra e Jaipur. 

Todos olham para você, em todos os lugares, em todos os momentos: homens, mulheres e bebês. Está certo que nós somos diferentes, eles olham com curiosidade, pureza e amizade. No início a gente se choca, depois acostuma e sorri, eles também sorriem, com dentes ou sem dentes, não importa, o carinho é que conta. Outra coisa boa é a despreocupação, quanto à segurança. Ninguém mexe em nada, muito respeito pelo que é dos outros. 

Os preços para compras são ótimos, muitas coisas diferentes e artesanatos lindos. 

As mulheres são muito bonitas e sempre alegres envoltas em lindos e coloridos saris. 

A comida é barata, boa e farta, ideal para quem é amante da pimenta. Procure os mais caros restaurantes e hotéis, porém não esqueça de dizer: “no pepper, please!”.  Mesmo assim, correrá o risco da comida vir apimentada. Não beba a água que é servida na mesa, só mineral. Evite verduras cruas. São cuidados que devem ser tomados, pois não temos resistência aos micróbios e bactérias que tem por lá. Tendo um bom guia, você passará bem e se sentirá um marajá. 

A Índia possui altos executivos e pessoas de grande poder aquisitivo que se vestem muito bem e abusam das finas sedas e dos perfumes franceses. São vistos em lugares reservados e nos aeroportos.

 

Memorial Gandhi e os encantos do Triângulo Dourado

 Fizemos um tour por New Delhi e conhecemos o Memorial Gandhi, que mostra a história desse incrível herói da não violência, homem iluminado que lutou pela paz. O Memorial consta de muitas salas com a história, fotos e ícones com figuras humanas, representando cenas da vida de Gandhi. Também é usado para  cursos e seminários. 

Visitamos posteriormente o jardim, onde ele foi barbaramente assassinado e tem seus últimos passos representados no chão. Um belo jardim, com bonitos pássaros. 

Com nossos atenciosos guias, visitamos lindos palácios, templos e fortalezas em Delhi. Percorremos amplas e arborizadas avenidas, bairros nobres, hotéis suntuosos e lojas requintadas. Realmente, a gente percebe a grandiosidade de uma nação e, ao mesmo tempo, o desnível econômico e social que existe. 

Uma coisa boa é que todos falam inglês. Esse idioma trazido pelos “colonizadores” serviu para a compreensão e união idiomática do país. Todos o aprendem desde a escola primária, fazendo que se entendam, apesar de existirem centenas  de dialetos. 

A sagrada Índia é como caleidoscópio: uma infinidade de cores, aromas, sabores e texturas para ver, admirar, se emocionar.  Agra fica a um pouco mais de 250 km da capital, mas o carro leva cerca de seis horas, de 20 a 40 km por hora, porque nunca se sabe se, na estrada estreita de mão dupla e sem acostamento às vezes, estará parado na pista um veículo quebrado, pois quando o veículo quebra, permanece onde quebrou, todo o fluxo de trânsito terá que dar a volta nele. Na contramão  vem outros carros, caminhões, carroças, bicicletas, requixás, motorequixás, camelos ou elefantes transportando carga. Tudo isso em meio a muita buzina. 

Pudemos desfrutar do melhor e conhecer uma infinidade de templos, fortalezas e lugares sagrados. Sem dúvida, que a mais linda jóia de Agra é o Taj Mahal. Vê-lo ao por-de-sol é um presente dos deuses. O mármore branco torna-se róseo, um frescor divino reina, tudo é paz, menos os pássaros que fazem algazarra, voltando para seus ninhos. 

A terceira cidade do triângulo dourado é Jaipur, capital do estado de Rajasthan, popularmente conhecida como a cidade cor-de-rosa. O palácio dos Ventos, construído em 1799, possui 50 janelas bem estreitas, para que as 50 esposas do marajá Raj pudessem ver a rua, sem serem vistas. 

Vale a pena visitar a Índia. Faça o roteiro de seus sonhos e apresente ao seu agente de viagens. Com tudo pago e reservado, você ficará tranqüilo e poderá viver dias inesquecíveis. Boa Viagem! 


Informações úteis:

Tours por toda a Índia e reservas em hotéis:

www.indiamart.com

http://www.kashmirexpeditions.com/

Consulado Geral do Índia – São Paulo

Av. Paulista, 925, 7º andar, cep 01311-100 – São Paulo – SP

F: (11) 3279-3773.
Site: http://www.indiaconsulate.org.br/

Melhor mês para visitar a Índia: janeiro.
Menos aconselhável: julho.

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